Parece uma Injustiça

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Parece que esse mês a “Justiça” (ou a IN-Justiça, estou realmente em dúvida de como chamar) iniciou um mutirão para reavaliar vários processos. Um grande esforço de Natal. Pena que os beneficiários desse esforço do qual estou falando, são todos envolvidos em esquemas de corrupção, e em sua maioria condenados em processos da Lava-Jato. Como grande avaliador desse processo, que é triste para o povo brasileiro, me parece estar o Ministro do Supremo Tribunal Gilmar Mendes. Parece que sempre onde tem um corrupto sendo solto, a justificativa tem origem em algum ato que este Senhor promulgou. Aliás ele parece mais ser o dono do que o presidente da Segunda Turma do STF.

Um inimigo declarado (ou pelo menos não disfarçado da Operação Lava-Jato), desde sempre se mostrou publicamente contra o andamento da operação que recuperou fortunas desviadas do erário público. Sabe-se lá porquê, não é? Parece mesmo que se roía por dentro e não titubeou na primeira oportunidade de ir com tudo para cima dela.

Parece que o homem não poupou esforços contra a operação e trabalha duro para fazer valer “tortos e direitos” de agentes públicos e também privados envolvidos com desvios de verbas públicas. Chega realmente a parecer que o ideal de vida dele é incentivar e disseminar a corrupção.  Parece que como resultado do duro trabalho desse Ministro, houve uma escalada de anulações de processos que juntos somam mais de 227 anos de prisão de agentes de corrupção condenados.

Quando o Celso de Melo se aposentou e abriu a vaga para uma cadeira no Supremo, tinha grandes esperança de que o indicado seria uma pessoa mais alinhada com os Ministros Edson Fachin e Cármem Lúcia, mas depois da notícia de que Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski tinham aprovado o indicado em uma reunião com o presidente, minha esperança foi por água abaixo. Deu-se o que era necessário para a empreitada continuar: Alguém que vota contra a Lava-Jato e a favor da continuidade da corrupção no país.

Temos vivido meses seguidos de derrotas do combate a corrupção, e isso pelas canetadas da justiça, do executivo e do legislativo. Um avanço que levou anos de luta para ser conquistado, vem sendo esfacelado por quem deveria zelar por ele. Me parece fazer mais sentido dizer que a corrupção é de grande interesse para a “Justiça”.  Ali nas esferas superiores parece existir um grupo que tem um grande amor por uma causa em comum: manter a corrupção do jeito que era antes. Isso nos três poderes, e esse grupo colabora para que o projeto de extorquir o Brasil continue a todo vapor.

Enfim, se o que parece for verdade, pode ser que daqui a pouco a “Justiça” Determine a devolução de todo o montante recuperado aos corruptos que os desviaram, e ainda com juros e correção monetária. Parece que aqui, em vez de punida, a corrupção é incentivada, não é?

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