O Teatro do Veto ao Fundão

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Na semana passada tivemos mais uma notícia ruim para o povo brasileiro. O Congresso derrubou o veto presidencial que não autorizou o aumento do FEFC – Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Criado com a Lei 13.487/2017 no governo de Michel Temer), também conhecido como “Fundão”. O Fundo já contava com um aporte bilionário de de 2.1 bi, mas para o desejo incontrolável do grupo que atualmente controla o Congresso, esse valor não era suficiente. E em detrimento do interesse da população brasileira, que eles deveriam representar, Câmara e Senado, autorizaram o aumento que praticamente dobra o montante do valor. Esse foi o presente da Natal que o congresso nos deu, mas como é de costume, nós é que vamos pagar esse presentão.

Não sei como alguém ainda acredita nesse teatro que Executivo e Legislativo fazem em algumas questões, como no caso do FEFC, em que o presidente vetou esse aumento porque, em teoria, não concorda com esse absurdo. E digo em “teoria” porque o veto foi simbólico, já que claramente é apenas para preservar a imagem do “presidente” diante da proximidade das eleições. Mas na verdade todos já sabiam de antemão que no desfecho deste processo, o veto seria derrubado e a “mamata” ia prevalecer. É o veto “engana trouxa”. O descaramento chega a ser tão grande que nem tentam disfarçar o óbvio. O presidente bonzinho vetou o aumento do “fundão”, mas sua base aliada (PL, PP e Republicanos) votou em peso para derrubar o veto. A vitória já estava tão certa que deu até para os filhos do presidente e os puxa sacos disfarçarem votando a favor do veto que já estava condenado a ser derrubado. Parece piada, mas não é. Nessa história “Petistas” e “Centrão” (base aliada do governo e grupo do qual o presidente faz parte agora), dois concorrentes, parecem bem unidos quando o assunto é o balde de dinheiro (arrancado do povo) que atualmente é a maior ferramenta de manutenção do poder na mão de quem realmente não o merece.

Os partidos políticos deveriam usar apenas recursos próprios em suas campanhas e até no dia a dia da “vida” do partido. Não faz o menor sentido ele ser financiado com recursos públicos. Acho eu isso chega a ferir o princípio democrático, oferecendo vantagem ao que ocupam o poder atualmente, na disputa para ocupar um cargo eletivo. Mas ainda sim a verdade é continuamos escolhendo mal os nossos representantes. O povo brasileiro precisa parar de olhar para o seu próprio umbigo na hora de votar e olhar par o Basil como um todo. Enquanto um bando de bobos fica lutando por um e outro político de estimação e defendendo esse bando de abutres que só está preocupado com o seu precioso pedaço da carniça, o Brasil só afunda mais no lamaçal de corrupção que vem afligindo o nosso país.

Acho que se o povo usasse como critério para eleger seus candidatos em 2022, aqueles que eles fossem contra o uso de dinheiro público em campanha eleitoral, a gente já conseguiria fazer uma baita limpeza no Congresso Nacional. Porque do jeito que está essa composição agora, o barco vai acabar afundando. E pensando bem, talvez seja mais correto comparar essa questão do veto do presidente ao “fundão”, com um circo, porque é realmente uma “palhaçada”. Precisamos acordar, senão fica difícil caminhar para um futuro melhor para todos nós.

Já vi que estão ocorrendo algumas iniciativas para derrubar essa decisão através da justiça, mas será que vai dar e alguma coisa? Infelizmente o STF tem inflingido várias derrotas ao povo brasileiro quando o assunto é corrupção e infelizmente tem vezes que ele mais parece um facilitador. Vamos torcer para que o processo não seja sorteado para a segunda turma.

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